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Fazer apenas o que se gosta, ou aprender a gostar do que precisa ser feito?

fazer o que gosta?
Atualmente é comum ouvirmos a afirmação de que é preciso fazer aquilo que se gosta para que não seja uma pessoa frustrada, para que tenha maior produtividade, seja feliz e assim por diante, principalmente quando falamos da geração y e z. Confesso que este posicionamento me incomoda um pouco, talvez porque minha geração aprendeu de forma diferente e me trouxe até aqui assim. Eu acredito muito na adaptabilidade, no meu entendimento é preciso saber adaptar-se as adversidades e desafios que a vida nos impõe.
Não é o mais forte e inteligente que obtém o maior sucesso, e sim aquele que sabe se adaptar. "Charles Darwin"

Como professor e palestrante tenho muito contato com jovens em início de carreira e percebo que alguns tem buscado fazer apenas o que se gosta e não o que é preciso ser feito. Sim, eu concordo que se conseguirmos unir o útil ao agradável conseguiremos plenitude no sentimento de satisfação e bem estar do nosso labor, mas como fica o desafio? O treinamento da resiliência? As frustrações e sofrimentos que ajudam a construir nosso caráter e perfil tanto pessoal, quanto profissional? Estamos “criando” uma geração alheia a frustrações e sofrimentos? Confesso que fico um pouco preocupado com isto.

Neste contexto não posso citar apenas os jovens, existem inúmeros profissionais maduros e outros até no "fim de carreira" que passaram uma vida toda reclamando e não gostando do que se faz e sem coragem para mudar, aí vem aquela lamúria e reclamação de tudo e de todos.

Mercado de trabalho e mundo corporativo demandam pulso firme, flexibilidade, adaptabilidade, inteligência emocional, caráter, valores, ética e uma série de adjetivos pessoais que formam o profissional e as equipes de trabalho. Costumo dizer que nós profissionais somos como uma balança para o mercado, de um lado desta balança está nossa competência técnica, que é a capacidade e inteligência de desenvolver um determinado trabalho/atividade com excelência, e do outro lado está nossa competência comportamental, que é justamente o que equilibra o mercado e as relações, que faz com que as pessoas “engulam” sapo quando for necessário, questione quando for a hora, cumpra com o prometido, abrace e perdoe no momento correto, discuta o que preciso for, seja paciente para um crescimento progressivo e assim desenvolva ambientes e relações fantásticas e duradouras.
O que te trouxe até aqui, não te levará adiante!  "Pedro Cordier"

É possível aprender a gostar do que se faz? Na minha opinião sim! Logicamente vivemos momentos diferentes, evolutivos, disruptivos, que demonstra uma nova maneira de pensar o mundo e atuar nele. De qualquer maneira penso que estas mudanças são audaciosas tal qual as que nos trouxeram até aqui, diante disso acredito que nós profissionais precisamos adquirir grande capacidade de adaptabilidade para sobreviver a mudanças cada vez mais velozes e bruscas.

Qual sua opinião sobre isto? Fazer apenas o que se gosta, ou aprender a gostar do que se faz e precisa ser feito?

Jean Matos
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